A Saúde em Portugal: a Autoavaliação Feita Pelos Portugueses!

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“A Saúde dos Portugueses – Um BI em nome próprio”, estudo promovido pela Médis, em associação com a Return on Ideas.

A Saúde em Portugal, numa autoavaliação feita pelos portugueses, sobre o tema “Diz Que Disse da Saúde”. Trata-se de um estudo promovido no âmbito dos 25 anos da Médis que teve a coordenação da Return On Ideias e o acompanhamento de Maria do Céu Machado, Presidente do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos, Professora Catedrática Jubilada da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e ex-Presidente do INFARMED, I.P., publicado na revista Visão. 

Decidi, partilhar convosco algumas das conclusões do estudo “A Saúde dos Portugueses – Um BI em nome próprio”.

  • Numa escala de 1 a 10, os portugueses avaliam em 7,3 o seu estado de saúde atual. Cerca de metade dos portugueses (52%), com mais de 18 anos, avalia como bom ou muito bom o seu estado de saúde, 31% consideram o seu estado de saúde razoável e 17% mau ou muito mau. Nesta avaliação, há uma relativização no que toca à saúde que se tem. Exemplo disso são pessoas sem qualquer doença que se reconhecem pouco saudáveis e pessoas com diagnósticos de doenças (por vezes graves) que se consideram razoavelmente e até bastante saudáveis. 
  • 75% dos portugueses admitem resistência em pedir ajuda no caso de doenças do foro mental. A primeira associação que os portugueses fazem de saúde é o bem-estar físico. A saúde mental não é equacionada na avaliação da saúde que se tem, mesmo que existam problemas do foro mental diagnosticados. Na amostra deste estudo, 7% dos inquiridos têm uma doença mental diagnosticada, mas é possível (e provável) que o peso dos que têm problemas de saúde mental seja superior. Percebe-se uma tentativa de fuga deste rótulo e 66% dos inquiridos a quem foi diagnosticada doença mental reconhecem ainda sentir discriminação da sociedade em relação a algumas doenças, como as mentais. 
  • Parte importante da população considera ter uma atitude pró-saúde aquém do desejável. O indicador “Potência Saúde” avalia em que medida as pessoas estão a empenhar-se na manutenção ou melhoria do seu estado de saúde e, entre o esforço que cada um declara fazer e o que poderia ser feito, há espaço de melhoria da saúde. Numa escala de 0,5 a 10, os resultados revelam uma potência média moderada de 6,03. Verifica-se que 46% dos portugueses estão abaixo do nível médio da escala, o que significa que parte importante da população considera ter uma atitude pró-saúde aquém do desejável ou possível, ou seja, integra poucos comportamentos efetivos de defesa ou melhoria do seu estado de saúde e bem-estar. Na amostra, 41% consideram fazer um esforço razoável, 21% um esforço elevado e 11% um esforço muito elevado para se manterem saudáveis (ou mais saudáveis). 
  • Os portugueses começam a fazer um esforço em prol da saúde a partir dos 65 anos. A idade é um fator que desencadeia uma maior preocupação com a saúde. No entanto, esta alteração de comportamento poderá já chegar demasiado tarde. Na realidade, só depois de conhecerem o que ganham (por melhorias na alimentação, perda de peso, etc.) é que as pessoas valorizam a saúde ao ponto de reprogramar comportamentos. Esse grau de esforço, entre os 18 e os 64 anos e numa potência alta ou muito alta, varia entre 27 e 40%. Na faixa etária dos 65 aos 74, este valor atinge os 40%. A mobilização para este esforço deveria começar mais cedo. É importante perceber como se podem antecipar comportamentos de vida mais saudáveis na vida das pessoas. 

Podes descarregar e guardar o pdf, ao clicar no link: https://lnkd.in/eU_Zn82.

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